A Secretaria Municipal de Saúde de Fernandópolis promoveu, na última sexta-feira, 19, no auditório da Universidade Brasil, campus Fernandópolis, uma capacitação organizada pela Coordenadoria do Projeto “Saúde do Negro”.
Estiveram presentes médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde. Esse projeto é peça integrante da política nacional de Saúde e tem como objetivo oferecer à comunidade negra tratamentos especializados e compatíveis com as particularidades inerentes à raça, por razões genéticas e epidemiológicas, influenciadas pela ancestralidade e por determinantes sociais.
A palestra esteve a cargo da Dra. Sabrina da Silva Saraiva Mancolin, hematologista e hemoterapeuta, que é preceptora da Clínica Médica da Santa Casa de Votuporanga e médica responsável pela Faculdade de Medicina da UB. Também participou da capacitação Rosimeire Hernandes, responsável pelo laboratório regional do SUS de Fernandópolis.
Rosimeire falou sobre os exames que são feitos por esse laboratório e também dos que são realizados pelo laboratório da Santa Casa – todos feitos via SUS.
INIQUIDADES SEVERAS
Segundo as autoridades médicas, negros e pardos, que de acordo com as estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – representam 55,5% da população brasileira, padecem de iniquidades severas, como Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNTs), Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e Diabetes Mellitus (DM).
A anemia falciforme é uma das condições genéticas mais comuns no Brasil, com maior incidência na população negra. “Embora seja patente que o atendimento de saúde tem que ser equânime, a eficácia dos tratamentos depende de respeitar essas diferenças. Por isso é que se pretende que os cadastros feitos pelos agentes comunitários de Saúde tenham a autodeclaração da própria cor, feita pelos atendidos”, explicou Joseane Vanzea, coordenadora do projeto.