Cultura

Andressa Maria Ribeiro Lopes é mais uma contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc em Fernandópolis

Conhecida como “Rainha do Nó”, artesã é contemplada pela primeira vez em um edital cultural e desenvolverá projeto que une macramê, inclusão social e conscientização ambiental, em parceria com a APADA


por Canal Dez
07/11/2026 às 16:44 Fernandópolis
Andressa Maria Ribeiro Lopes é mais uma contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc em Fernandópolis
A artesã Andressa Maria Ribeiro Lopes, conhecida artisticamente como “Rainha do Nó”, assinou, na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, o Termo de Execução Cultural para a realização do projeto “Arte em Nó: Caminho para Inclusão Social e a Conscientização Ambiental”. A iniciativa foi contemplada pelo Edital de Chamamento Público nº 01/2026, realizado pela Prefeitura de Fernandópolis, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

Com investimento de R$ 11.200,37, o projeto tem como objetivo promover o ensino do macramê, técnica artesanal que utiliza nós para a criação de peças decorativas e utilitárias, associando a prática artística à inclusão social e à sustentabilidade.

As atividades serão desenvolvidas em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Fernandópolis (APADAF), contemplando pessoas atendidas pela instituição, além de familiares e colaboradores interessados em aprender a técnica.

A proposta prevê a realização de um curso gratuito de 40 horas, dividido em duas turmas, com atendimento estimado de 15 a 30 participantes. Durante as aulas, os alunos terão contato com conhecimentos teóricos e atividades práticas, aprendendo diferentes técnicas de macramê para a confecção de móbiles, acessórios e peças decorativas.

Um dos diferenciais do projeto é a preocupação com a sustentabilidade. As atividades incentivarão a utilização de materiais naturais, biodegradáveis e recicláveis, estimulando a reflexão sobre os impactos ambientais e demonstrando como o artesanato pode contribuir para práticas mais conscientes de consumo e produção.

A iniciativa também busca valorizar as capacidades criativas e a autonomia das pessoas com deficiência auditiva, proporcionando oportunidades de aprendizagem, expressão artística, convivência e desenvolvimento de habilidades manuais. Para garantir a participação do público atendido, estão previstas medidas de acessibilidade, incluindo comunicação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e utilização de linguagem simples.

Ao longo do curso, cada participante deverá produzir pelo menos três peças artesanais. Ao término das atividades, será realizada uma exposição dos trabalhos desenvolvidos, permitindo que familiares e a comunidade conheçam os resultados do processo de aprendizagem.

Trajetória no artesanato

Andressa possui três anos de atuação na área cultural e é cadastrada no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (SICAB), por meio da Carteira Nacional do Artesão. Sua formação inclui curso de artesanato com fios variados, com especialização em macramê, realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-SP).

A artesã participa de espaços de valorização da produção artesanal de Fernandópolis, incluindo a Feira das Artes e a Casa do Artesão, além de comercializar suas criações pelas redes sociais, por meio do perfil @rainha_do_no. Também possui experiência no ensino da técnica, com a realização de aulas particulares.

Com a aprovação do projeto pela PNAB, Andressa celebra uma conquista especial em sua trajetória: esta é a primeira vez que a artesã é contemplada por um edital público de fomento à cultura. A seleção representa um importante reconhecimento de seu trabalho e permitirá ampliar o alcance de suas atividades, compartilhando conhecimentos com um público que poderá encontrar no artesanato novas possibilidades de expressão, desenvolvimento pessoal e participação social.

A iniciativa reforça a importância das políticas públicas de fomento à cultura para o fortalecimento dos agentes culturais locais e demonstra como o investimento em arte pode contribuir simultaneamente para a inclusão, a educação ambiental e a valorização da criatividade.