POR GIL CIPRIANO - GIL ACERVO ESPORTIVO - IMAGENS DA INTERNET
Algumas modalidades esportivas, no início de cada temporada, promovem adequações em seus regulamentos para tornar as competições mais justas e proporcionar oportunidades igualitárias a todos os participantes. Esse deve ser o princípio norteador.
A cada edição do Campeonato Mundial de Fórmula 1, fico mais convicto de que há um interesse genuíno dos gestores em promover mudanças nesse sentido. É evidente que, apesar dos ajustes, persistem enormes disparidades entre as equipes e os pilotos. No entanto, essas adequações contribuem para minimizar tais diferenças, ainda que seja muito difícil eliminá-las por completo. O objetivo deve ser sempre promover mudanças qualitativas que favoreçam o equilíbrio e a competitividade.
No voleibol, com o advento do chamado olho de lince, ou sistema de desafio eletrônico, a tecnologia tem contribuído significativamente para aumentar a precisão das decisões durante as partidas.
Em outras modalidades esportivas, a tecnologia também tem desempenhado um papel fundamental na redução de erros, favorecendo decisões mais justas e confiáveis.
Afinal, os regulamentos devem estar a serviço da essência do esporte: garantir justiça, equilíbrio e igualdade de oportunidades, e não atender a interesses particulares.
A implantação do VAR, do impedimento semiautomático e do chip na bola representa alguns dos avanços tecnológicos mais recentes no futebol. Entretanto, as divergências entre os operadores dessas tecnologias e a arbitragem ainda constituem um desafio. Esse é um tema que deixarei para comentar em outra oportunidade.
O que tem tornado o futebol chato são as oportunidades e os subterfúgios que alguns dirigentes procuram e utilizam, valendo-se dos regulamentos em benefício próprio.
Efeito suspensivo, interpretações fragmentadas dos regulamentos, pedidos de impugnação e acionamento da Justiça comum ou de outros órgãos da Justiça Desportiva são alguns dos recursos mais recorrentes, que, ultimamente, têm ganhado grande destaque.