A Universidade Brasil anunciou uma novidade histórica para o ensino superior brasileiro ao confirmar a criação do curso de Tecnologia em Aeronaves Não Tripuladas, popularmente conhecidas como drones. A graduação será implantada no campus de Fernandópolis, no interior de São Paulo, e se consolida como a primeira do paÃs voltada exclusivamente para a formação tecnológica de profissionais desse setor. O anúncio foi feito pelo presidente e mantenedor da instituição, Dr. Fernando Costa, durante uma vistoria no espaço que abrigará o projeto. A graduação terá duração de dois anos e meio e as aulas estão previstas para começar em fevereiro de 2027. Até lá, a universidade construirá uma infraestrutura completa e exclusiva, que incluirá laboratórios modernos, equipamentos de última geração fornecidos por parceiros internacionais e uma pista de treinamento especÃfica para as atividades práticas de voo durante toda a formação.
O projeto faz parte de um plano de expansão focado em inovação e já nasce com forte apoio institucional e internacional. Antes do lançamento, a reitoria da universidade apresentou a proposta em BrasÃlia para a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Além disso, a instituição fechou uma parceria estratégica com a Beidou, uma gigante de tecnologia da China. Segundo a pesquisadora chinesa Eva, que representa a empresa parceira, a cooperação vai muito além das salas de aula, englobando o envio de simuladores de voo ao Brasil, intercâmbio de professores e programas de mobilidade que permitirão aos alunos brasileiros estagiarem em centros de pesquisa na China. O acordo também prevê o desenvolvimento de pesquisas cientÃficas conjuntas focadas no agronegócio, unindo a navegação tecnológica chinesa à força do campo brasileiro, inclusive com o apoio de programas de fomento à ciência entre os paÃses do bloco BRICS.
A criação do curso atende a uma necessidade urgente e crescente do mercado nacional, que vê o uso de drones se expandir por diversos setores econômicos. De acordo com o coordenador da nova graduação, professor Luiz Vanzella, o Brasil já conta com mais de 150 mil drones cadastrados na ANAC, mas ainda carece de profissionais formalmente qualificados para operá-los com total segurança e responsabilidade. O uso desses equipamentos cresce principalmente no agronegócio, onde são essenciais para a pulverização de lavouras, monitoramento de safras e levantamento de dados.
Os estudantes também serão amplamente preparados para atuar em outros segmentos estratégicos que demandam essa tecnologia, como mapeamento de terras, topografia, georreferenciamento, inspeções industriais complexas, obras de infraestrutura, logÃstica, segurança e monitoramento ambiental, além do mercado de produção audiovisual e marketing. Ao unir o conhecimento técnico e operacional com a experiência direta de especialistas chineses, a Universidade Brasil aposta na formação de mão de obra especializada para suprir as novas exigências do mercado, consolidando Fernandópolis como um importante polo de inovação, pesquisa e tecnologia no interior paulista.