Animais

Lealdade sem limites: cadela que esperou tutor morto por 10 meses em cemitério ganha novo lar

O novo tutor de Amora comparou a situação ao célebre filme “Sempre ao Seu Lado”, destacando que a lealdade canina é capaz de atravessar o luto.


por Canal Dez
22/01/2026 às 15:28 Araçatuba
Lealdade sem limites: cadela que esperou tutor morto por 10 meses em cemitério ganha novo lar

Foto: Reprodução/TV TEM

A história de uma pequena cadela da raça shih-tzu emocionou os moradores de Araçatuba e ganhou um desfecho de esperança após meses de luto e solidão. Por quase um ano, o animal permaneceu fielmente ao lado do túmulo de seu antigo tutor, no Cemitério Recanto da Paz. Vivendo em um buraco no jazigo e recusando a aproximação de estranhos, ela era alimentada apenas por funcionários do local, até que uma corrente de solidariedade mudou o seu destino.

O resgate foi organizado pela equipe da protetora Mariana Calarge, responsável por uma ONG local, e exigiu uma estratégia cuidadosa. Devido ao comportamento arisco e protetor da cadela, foi necessário monitorar seus horários e cercar o túmulo com redes e caixas de transporte para garantir que ela não fugisse para áreas abertas. Após ser retirada do cemitério, a cachorrinha passou por exames veterinários, recebeu cuidados estéticos e foi colocada para adoção nas redes sociais, onde sua trajetória de lealdade chamou a atenção da dentista Daniele Paiva Lombardi.

Ao ler sobre o passado do animal, Daniele sentiu que precisava oferecer a ela uma nova chance. Com o incentivo do marido, o policial militar Pedro Henrique Brito Pazian, a família decidiu abrir as portas de casa para a shih-tzu, que foi batizada de Amora. Para o casal, a adoção trouxe uma alegria inesperada e transformou a rotina da residência, substituindo o cenário de isolamento por um ambiente repleto de carinho, brinquedos e segurança.

O novo tutor de Amora comparou a situação ao célebre filme “Sempre ao Seu Lado”, destacando que a lealdade canina é capaz de atravessar o luto. No entanto, ele celebra o fato de que, ao contrário da ficção, a história de Amora teve um recomeço feliz. Hoje, a cadela que passou meses em silêncio no cemitério desfruta do conforto de um sofá e da proteção de uma família, provando que o amor e a paciência podem curar até as feridas mais profundas deixadas pela perda.