Saúde

Programa Saúde na Escola orienta alunos sobre gravidez na adolescência em Fernandópolis

Família e escola precisam caminhar juntas pela orientação, diz especialista


por Canal Dez
21/10/2026 às 15:32 Fernandópolis
Programa Saúde na Escola orienta alunos sobre gravidez na adolescência em Fernandópolis
A gravidez na adolescência e suas consequências para a saúde e o futuro dos jovens foram tema de uma palestra realizada nesta terça-feira, na EMEFA - Escola Agrícola Melvin Jones, em Fernandópolis. A atividade reuniu alunos dos 7º, 8º e 9º anos, com idades entre 12 e 15 anos, dentro das ações do Programa Saúde na Escola (PSE).

A palestra foi ministrada pela enfermeira Sandra Regina de Godoy. Segundo a coordenadora do programa na Secretaria Municipal de Saúde, a também enfermeira Dalva Marques de Oliveira, o objetivo foi orientar os estudantes sobre os riscos de uma gravidez precoce e a importância da prevenção.

Dados divulgados pela Fundação Abrinq apontam que, em 2024, nasceram no Brasil 163.213 crianças de mães com menos de 19 anos. Desse total, cerca de 12 mil eram filhos de meninas entre 10 e 14 anos. Apesar dos números, os registros indicam uma redução da gravidez na adolescência no país.

Durante a apresentação, Sandra Regina explicou que a gravidez na adolescência pode trazer riscos à saúde da mãe, como hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, anemia e parto prematuro. Em meninas muito jovens, também existe o risco de fístula obstétrica, uma lesão que pode ocorrer em decorrência de um parto prolongado.

Os bebês também podem enfrentar complicações, entre elas baixo peso ao nascer, prematuridade e maior vulnerabilidade a infecções no período neonatal.

A enfermeira destacou ainda as consequências sociais e emocionais de uma gestação não planejada. A falta de preparo para assumir a maternidade ou a paternidade, as dificuldades financeiras e o abandono dos estudos podem comprometer os planos dos adolescentes e limitar suas oportunidades futuras.

Outro ponto abordado foi a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A orientação é que os jovens tenham acesso a informações confiáveis sobre saúde sexual e reprodutiva, métodos contraceptivos e cuidados com o próprio corpo.


Prevenção: o papel da escola

A atividade também discutiu a participação da escola na orientação dos estudantes. Entre os temas apresentados estavam a importância de um ambiente seguro, o respeito aos direitos humanos, a prevenção da violência e o acesso a informações científicas sobre sexualidade, gênero e saúde.

A palestrante ressaltou a necessidade de diálogo entre adolescentes, familiares e professores. A proposta é que os jovens possam esclarecer dúvidas, reconhecer situações de risco e buscar ajuda quando necessário.

Ao final, os estudantes participaram de dinâmicas relacionadas aos assuntos discutidos durante a palestra.

As ações do Programa Saúde na Escola buscam ampliar o acesso à informação, incentivar escolhas responsáveis e contribuir para a prevenção da gravidez na adolescência e das infecções sexualmente transmissíveis. A iniciativa também procura fortalecer o conhecimento dos jovens sobre seus direitos, o respeito mútuo e a construção de projetos de vida.