Animais

SC entra em emergência zoossanitária por doença de Newcastle

Medida preventiva abrange quatro municípios catarinenses e tem validade de 60 dias para conter a propagação do vírus em granjas comerciais.


por Canal Dez
20/10/2026 às 15:51
SC entra em emergência zoossanitária por doença de Newcastle

Diante da identificação de um caso confirmado da doença de Newcastle no interior catarinense, o governo federal formalizou o estado de emergência zoossanitária para quatro cidades da região Oeste: Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União e estabelece a vigência da medida excepcional pelo período de 60 dias.

Ações de contenção e bloqueio sanitário

O foco infeccioso foi diagnosticado em um plantel comercial voltado à criação de perus para abate localizado no município de Nova Itaberaba. Imediatamente após a constatação, fiscais do Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina interditaram a propriedade rural, determinando a paralisação completa do trânsito de animais suscetíveis na área delimitada.

Com a decretação oficial, equipes técnicas passam a executar os protocolos previstos no Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle. Esse planejamento abrange o rastreamento epidemiológico no entorno da granja, barreiras sanitárias, desinfecção e procedimentos de erradicação para barrar qualquer chance de alastramento do patógeno.

Comunicação internacional e transparência

Em consonância com as regras de vigilância agropecuária global, o Ministério da Agricultura e Pecuária notificou formalmente a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) a respeito do episódio. Os países parceiros que importam proteína avícola brasileira também foram comunicados sobre as providências adotadas, resguardando os acordos comerciais e a rastreabilidade do setor produtivo.

O que é a doença de Newcastle

Trata-se de uma patologia viral altamente contagiosa que atinge espécies de aves domésticas e silvestres. A enfermidade é provocada por cepas virulentas do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme classificação dos organismos internacionais de saúde animal.

Confirmação laboratorial

A suspeita teve início durante inspeções de rotina e vigilância epidemiológica realizadas pelos veterinários estaduais. Amostras colhidas na granja foram enviadas com urgência para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo, unidade de referência nacional que ratificou a presença do vírus.

As autoridades reforçam que as ações integradas entre as esferas estadual e federal têm como meta central preservar o status sanitário do plantel avícola nacional e assegurar o rápido controle do foco detectado.