A Prefeitura de Fernandópolis, por suas secretarias; o Poder Legislativo, o Ministério Público e a OAB Para Elas inauguraram oficialmente nesta segunda-feira, 17, a “Semana Municipal de Conscientização e Prevenção da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher” – também conhecida como “Movimento pela Paz” – em ato solene realizado no auditório do Paço Municipal.
Antes, houve uma palestra sobre Autoestima Feminina, proferida pela psicóloga Rosemeire Mara Belantani Rosa, para um público predominantemente feminino. A Semana terá eventos até o próximo sábado, 22.
O prefeito de Fernandópolis, João Paulo Cantarella, participou da cerimônia, assim como a Primeira-Dama Fabiana Cantarella, presidente do Fundo Social de Solidariedade, os promotores de Justiça Laila Pagliuso e Thomas Oliver Lamster, a advogada Vanessa Buosi, presidente do OAB Para Elas, além da vereadora Rosana Arouca e secretários municipais.
Ao final da palestra, João Paulo e Fabiana ofereceram um certificado e flores à palestrante. Em seguida, falou Vanessa Buosi, que considerou como um “marco histórico na luta das fernandopolenses” a realização da Semana, bem como a adoção de políticas públicas contra a violência à mulher.
“Não queremos que nossa cidade entre para as estatísticas da violência”, disse a advogada. Ela lembrou os 20 anos da Lei Maria da Penha e considerou que nesse período o Brasil teve avanços: “porém, é preciso meter a colher na briga de marido e mulher”, afirmou.
A Secretária Municipal de Assistência Social e Cidadania, Ana Paula Almeida, lembrou que “muitas vezes, associa-se a violência contra a mulher às classes menos favorecidas da sociedade; isso é uma inverdade, porque a violência está disseminada”, alertou. Temos que nos empenhar para acabar com isso”.
DENUNCIAR É PRECISO
Para a vereadora Rosana Arouca, quase todas as mulheres já sofreram ou testemunharam casos de violência física ou moral. A vereadora defende que sejam denunciados todos os casos: “É necessário denunciar, acreditar no Poder Público, na Justiça, na Polícia, no Ministério Público”, opinou.
A promotora Laila Pagliuso, da 2ª Promotoria de Fernandópolis, disse que é preciso agir setorialmente e em sintonia. “Temos que acolher a mulher, dar o encaminhamento certo a cada caso. A orientação é fundamental. O atendimento tem que ser correto. Espero que esta Semana sirva de orientação a todos”.
Thomas Oliver Lamster, da 4ª Promotoria, contou que, diariamente, recebe mulheres registrando queixas de violência. “Queremos fazer alguma coisa a mais, trabalhar pela segurança dessas pessoas. O Brasil se redemocratizou em 1988 com a Constituição vigente, e a Lei Maria da Penha está fazendo 20 anos. São avanços importantes, mas ainda há muito por fazer por quem convive com a violência doméstica”, garantiu.
“TRANSFORMAÇÕES”
Ao final dos pronunciamentos, o prefeito João Paulo Cantarella afirmou que um dos maiores objetivos de sua administração é implantar políticas públicas que tragam transformações em Fernandópolis: “Estava ouvindo o nosso Hino e pensando no verso que fala em ‘progresso sedutor’. Concordo, mas nossa cidade será melhor ainda com políticas públicas transformadoras, e a proteção à mulher é uma delas”.
Para o prefeito, a conscientização traz a proteção eficaz. “Vamos abraçar esta causa, vamos lutar. Proteger é a palavra. O combate inclui o acolhimento, porque os filhos das mulheres agredidas viram filhos da violência”, alertou.
Cantarella finalizou dizendo que quer uma cidade segura e espera que desse evento possam vir frutos eficazes contra a violência.
O ato foi encerrado com o descerramento de uma placa alusiva à Lei Maria da Penha e à Lei 5.742/2026, que cria a Semana em Fernandópolis.