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A 23ª edição da Copa do Mundo FIFA de 2026, realizada na América do Norte e a primeira a contar com 48 seleções, ficou marcada pela presença de debutantes, pelas decepções de tradicionais campeãs mundiais, quebra de recordes, disputa de terceiro lugar com impressionantes dez gols e pela repetição da final intercontinental de 2022. Além disso, entre as quatro melhores seleções do torneio estavam as duas finalistas da edição anterior.
As estreantes africanas Cabo Verde e República Democrática do Congo honraram o continente ao alcançarem a fase de 16 avos de final. A seleção cabo-verdense foi a grande sensação da competição, conquistando a simpatia de torcedores ao redor do mundo. Na fase de grupos, enfrentou duas campeãs mundiais, Espanha e Uruguai, e garantiu a classificação de forma invicta no Grupo H. Na fase seguinte, voltou a encarar outra campeã do mundo, a Argentina, sendo eliminada por 3 a 2 em uma partida dramática e bastante equilibrada.
Na mesma fase, a República Democrática do Congo também encerrou sua participação ao ser eliminada pela Inglaterra, campeã mundial de 1966. Ainda assim, a campanha das duas estreantes africanas foi digna de elogios e representou um marco para o futebol do continente.
A bicampeã mundial Uruguai foi a grande decepção do torneio. A Celeste Olímpica acabou eliminada ainda na fase de grupos, repetindo o desempenho frustrante da Copa do Mundo de 2022, no Catar.
França e Inglaterra protagonizaram a melhor disputa de terceiro lugar das últimas edições da Copa do Mundo. A partida, que terminou com dez gols, superou inclusive o recorde de gols da decisão pelo terceiro lugar de 1958, quando a França venceu a Alemanha Ocidental por 6 a 3.
A Copa do Mundo de 2026 também ficou marcada pela quebra de importantes recordes individuais, alcançados por Kylian Mbappé, Lionel Messi e Unai Simón.
Em mais uma final entre América do Sul. Com esse resultado, os confrontos em finais de Copa do Mundo entre os dois continentes passam a registrar 12 edições, mantendo a hegemonia sul-americana, com 08 títulos contra 04 dos europeus. No entanto, no total de conquistas mundiais, a Europa segue à frente, agora com 13 títulos, contra 10 da América do Sul.
A Copa com a conquista de Espanha, o Bi Campeonato da Fúria, foi marcada por públicos recordes e despedidas de grandes astros do futebol mundial: jogadores e técnicos. Deixando um grande legado para o próximo mundial, que proporcionará um feito inédito na história da competição, partidas disputadas em três continentes: Europa, África e América do Sul.
A Copa de 1930 celebrará o centenário do maior torneio do futebol mundial.