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Trabalho Infantil: uma violação de direitos que coloca crianças e adolescentes em risco

Proteger crianças e adolescentes é um compromisso coletivo. Lugar de criança é na escola, convivendo com a família, aprendendo, brincando e construindo um futuro com dignidade e oportunidades.


por Canal Dez
07/06/2026 às 16:18 Santa Fé do Sul
Trabalho Infantil: uma violação de direitos que coloca crianças e adolescentes em risco
O que diz a lei?
O trabalho infantil é proibido no Brasil. De acordo com a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), crianças e adolescentes têm direito à proteção integral, ao acesso à educação, ao lazer e ao desenvolvimento saudável.

A legislação autoriza o trabalho somente na condição de aprendiz a partir dos 14 anos de idade. Entre 14 e 16 anos, o adolescente pode exercer atividade exclusivamente como aprendiz, com direitos assegurados e acompanhamento adequado. Dos 16 aos 18 anos, o trabalho é permitido, desde que não envolva atividades perigosas, insalubres ou noturnas, nem comprometa a frequência e o rendimento escolar.

Qualquer atividade laboral exercida por crianças menores de 14 anos é considerada trabalho infantil, salvo participação em atividades artísticas autorizadas pela Justiça.

Os riscos do trabalho infantil
Embora muitas vezes seja visto como uma forma de ajudar no sustento familiar, o trabalho infantil traz consequências graves para o desenvolvimento físico, emocional e social das crianças e adolescentes.
Entre os principais riscos estão:
Abandono ou baixo rendimento escolar;
Acidentes de trabalho;
Exposição à violência e à exploração;
Problemas de saúde física e mental;
Comprometimento do desenvolvimento infantil;
Restrição das oportunidades profissionais futuras.
Além disso, o trabalho precoce perpetua o ciclo da pobreza, dificultando que crianças e adolescentes tenham acesso à educação e à qualificação profissional.


Atenção aos semáforos, às vias de grande movimento e à comercialização no período noturno:
Um dos cenários que mais preocupam os órgãos de proteção é a presença de crianças e adolescentes em semáforos, cruzamentos e avenidas com intenso fluxo de veículos, realizando atividades como a venda de produtos, a solicitação de dinheiro ou outras formas de abordagem aos motoristas, bem como a comercialização no período noturno.

Essa situação expõe crianças e adolescentes a diversos riscos, como atropelamentos, acidentes de trânsito, violência urbana, exploração econômica e afastamento escolar. Além disso, a permanência por longos períodos em vias movimentadas compromete sua segurança e seu desenvolvimento adequado.

A população deve compreender que a presença de crianças trabalhando nas ruas não constitui apenas uma questão social, mas uma violação de direitos que exige atenção e encaminhamento aos órgãos competentes.

Como atua a Secretaria de Assistência Social?
A Secretaria Municipal de Assistência Social desenvolve ações permanentes de prevenção, identificação e acompanhamento de situações de trabalho infantil.
Por meio da rede socioassistencial, são realizados:
Abordagem e identificação de casos;
Atendimento e acompanhamento das famílias;
Encaminhamento para programas sociais;
Inserção em serviços de convivência e fortalecimento de vínculos;
Articulação com escolas, saúde, Conselho Tutelar e demais órgãos de proteção;
Ações educativas e campanhas de conscientização.
O objetivo é garantir que crianças e adolescentes estejam protegidos, frequentando a escola e exercendo plenamente seus direitos.


Como funciona a rede de atendimento?
O enfrentamento ao trabalho infantil é realizado de forma integrada por diversos órgãos e instituições, entre eles:
Secretaria de Assistência Social;
Centro de Referência de Assistência Social (CRAS);
Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS);
Conselho Tutelar;
Rede de Educação;
Rede de Saúde;
Ministério Público;
Poder Judiciário;
Organizações da sociedade civil.
Quando uma situação é identificada, a rede atua conjuntamente para proteger a criança, orientar a família e promover o acesso aos serviços necessários.

O papel da sociedade
O combate ao trabalho infantil é responsabilidade de todos.
A população pode contribuir observando situações de risco, evitando incentivar a permanência de crianças em atividades laborais e comunicando os órgãos competentes sempre que identificar possíveis casos de exploração ou trabalho infantil, bem como registrar a denúncia de forma anônima por meio do Disque 100.

Proteger crianças e adolescentes é um compromisso coletivo. Lugar de criança é na escola, convivendo com a família, aprendendo, brincando e construindo um futuro com dignidade e oportunidades.