Por Gil Cipriano - Gil Acervo Esportivo
Sempre defendi o advento da tecnologia no esporte, pois, em muitas modalidades, ela tem sido benéfica, contribuindo muito para revisões e decisões mais sensatas. Porém, sempre critiquei a morosidade na adoção da tecnologia no futebol e, mesmo quando foi usada com sucesso, não consegui entender o motivo pelo qual ela não foi introduzida nas competições, como no caso específico do chip na bola, testado na Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
O futebol não necessita apenas do auxílio tecnológico; é preciso, sim, revisar as regras, pois, em pleno século XXI, pouco tem mudado para o benefício do esporte. Precisamos de mudanças significativas, mas que não tirem o brilho das partidas, apesar de haver times que jogam mal e outros que jogam ainda pior.
A cada rodada do principal campeonato de futebol do país, tem sido recheada de polêmicas ao final. Não concordo com essa nossa regra “interpretativa” ou, pior, com o tal “lance ajustado”, termos que têm sido muito usados ultimamente para camuflar as incompetências de grande parte da nossa arbitragem, tanto em campo quanto na sala do VAR.
Temos de dar um basta na ineficiência e no despreparo dos responsáveis pela arbitragem e de seus colaboradores. Os lucros exorbitantes do nosso gestor a cada final de exercício devem ser revertidos em tecnologia de ponta (como o impedimento semiautomático utilizado na Europa, o chip na bola mencionado anteriormente) e, o mais importante, precisamos profissionalizar a arbitragem para contar com pessoas eficazes, cujo objetivo seja minimizar os erros e, assim, não prejudicar a disputa por títulos.
Contra fatos não há argumentos. A contratação de um técnico europeu não impactará os cofres nem o resultado ao final do exercício, mas a falta de recursos torna inviável profissionalizar a arbitragem e investir em mais tecnologia.
Contra fatos não há argumentos. A contratação de um técnico europeu não impactará os cofres nem o resultado ao final do exercício, mas a falta de recursos torna inviável profissionalizar a arbitragem e investir em mais tecnologia.