A Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) de Fernandópolis tem operado como um polo regional de saúde, atendendo não só os moradores da cidade, mas também os 13 municípios que fazem parte do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região (CISARF). Inaugurada em 2015, a UPA se tornou referência em urgência e emergência sem ter a estrutura física ampliada para essa nova demanda.
Atualmente, a unidade realiza em média 300 atendimentos por dia, número que aumenta significativamente em períodos de crise, como durante a epidemia de dengue ou a pandemia de Covid-19.
Desafios no atendimento e tempo de espera
Em entrevista ao programa Rotativa no Ar, da Rádio Difusora FM, o gestor da UPA, Eduardo Machado, detalhou os desafios diários da equipe. Entre as dificuldades estão a organização da triagem de pacientes, a alta rotatividade de médicos e a redução do tempo de espera, que em alguns casos pode ultrapassar cinco horas. Outro obstáculo é a realização de exames laboratoriais, que ainda precisam ser feitos fora da unidade, e a acomodação de pacientes que aguardam vagas de internação por meio da Central de Regulação (CROSS).
Projeto de ampliação pode dobrar a capacidade
A esperança de melhoria está em um projeto de ampliação da UPA, que foi entregue recentemente ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pelo prefeito João Paulo Cantarella e pelo secretário de Saúde, José Martins Pinto Neto.
A proposta prevê praticamente dobrar a área física da unidade, o que permitiria a instalação de um laboratório próprio, acelerando diagnósticos e reduzindo o tempo de atendimento. Além disso, a ampliação visa classificar a unidade como UPA de Nível II, aumentando sua capacidade e o suporte às equipes de saúde.
“Estamos trabalhando de forma integrada — Executivo, Legislativo e deputados — para viabilizar essa ampliação tão necessária para a nossa população”, afirmou o gestor Eduardo Machado.